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App promete dar fim à dor de cabeça com malas nas viagens corporativas

 

App promete dar fim à dor de cabeça com malas nas viagens corporativas

Há um aplicativo que não está diretamente ligado aos negócios, mas que vem conquistando os viajantes corporativos. Lançado em maio de 2015, o Dulf é um armário virtual que guarda e cuida das roupas de trabalho e tudo o que um viajante decidir colocar na mala com o toque na tela do celular. Além de livrar o viajante de filas nos aeroportos na hora de recolher a bagagem na esteira, o app traz a praticidade da limpeza e organização com serviço de primeira linha – segundo avaliações de blogueiros norte-americanos.

Por hora, os serviços do Dulf estão disponíveis somente para voos a partir dos Estados Unidos, uma vez que conta apenas com um base no Arizona. Contudo, no curto prazo, o app deve iniciar suas operações no Japão e ampliar sua oferta nos EUA com um novo galpão de armários na costa Leste dos EUA, voltado à demanda nova-iorquina.

COMO FUNCIONA
A empresa envia uma mala vazia para que o usuário coloque as roupas e a mande de volta. Quando planejar uma viagem, o usuário abre o app, informa quando e onde vai, selecionando os itens que deseja inserir na bagagem. Ao chegar ao destino, o viajante encontra sua mala na recepção do hotel.

Ao final da viagem, o usuário informa sua saída e a Dulf – por meio da Fedex – recolhe a mala na recepção do hotel para lavar as roupas e entregar ao próximo destino.

O serviço custa US$ 99 – ou US$ 49,50 por viagem – e ainda há uma taxa mensal de US$ 9,95. Os voos internacionais podem ter mais taxas por conta de serviços disponíveis 24 horas todos os dias da semana para solucionar problemas com extravios, mudanças de voo de última hora e atrasos.

De acordo com a co-fundadora da empresa Andrea Graziani, alguns dos mais de 10 mil clientes cadastrados chegam a estocar mais de 250 itens.

AVALIAÇÕES
Consultor norte-americano que viaja duas vezes ao mês, Brent Ozar avaliou o aplicativo e apontou pontos positivos e negativos dos serviços da Dulf. Para ele, o valor cobrado parece salgado, mas é justo por incluir lavagem a seco, trazer o conforto de não ter que checar as malas e o fim da espera pela mala nas esteiras.

“A mala vem impecavelmente feita – tudo delicadamente empacotado, surpreendentemente organizado e com mais cuidado que eu mesmo tomaria. Abrir as malas é como desdobrar roupas novas. É tão bom que não quero mais as lavanderias a seco convencionais, tão cheios de pinos e alfinetes.”

O blogueiro explica que a Dulf fotografa tudo o que há na mala e por isso o usuário pode estocar roupas e acessórios em seu armário, “que fica em algum lugar dos Estados Unidos”. “Você não recebe um mesmo tamanho de mala toda hora – quando você solicita mais coisas para colocar na mala virtual, você recebe uma mala real maior, mas, no caso contrário, recebe uma menor, o que facilita na hora de transitar pelo hotel”.

O viajante lembra que nem tudo são flores. Afinal, hotéis de cidades como Las Vegas e Orlando cobram de US$ 15 a US$ 20 só para receber encomendas na recepção. Por outro lado, conforme a reportagem do PANROTAS apurou, a startup vem buscando eliminar esta cobrança com negociações junto a redes hoteleiras destas cidades.

Uma vez que a maioria dos usuário do Dulf é viajante corporativo, a startup fez uma parceria com o Concur para ajudar os usuários a arquivar os gastos com mais facilidade – e separar melhor artigos esportivos levados no “bleisure” (viagens a trabalho com momentos de lazer).

Ainda assim, a confudadora da startup garante que os clientes têm sensação de economia por conta da qualidade dos serviços e a compensação do não pagamento de taxas sobre despacho de bagagens – como usual na Europa e nos Estados Unidos – diferentemente do Brasil, onde ainda não há cobrança separada do serviço de bagagem no preço do bilhete.

Paralelamente ao serviço tido como impecável, a Dulf surpreende os clientes com pequenos brindes Kind Bars, fragrâncias Alford & Hoff e produtos de beleza e cuidado pessoal Kevin.Murphy e Sunology.

CONTRATEMPOS
Por fim, segundo o blogueiro, o app sugere – mas não promete – que a mala estará à espera do usuário no quarto do hotel. Contudo, deve-se levar em conta que o staff do lugar pode levar tempo até completar o trajeto porta a porta da bagagem. “Pode ser um pequeno problema, mas quero ressaltar que não é fácil e rápido o quanto parece.”

O aplicativo leva mais de um dia para atualizar os itens na mala virtual.

Em sua avaliação final, contudo, Ozar classifica o serviço como “fantástico”.

FONTE: PANROTAS